"Apenas o Fim" ganha o prêmio Netflix

Felipe Genes (RioMarket), Matheus Souza ("Apenas o Fim"), Ted Sarandos (Netflix) e Zita Carvalhosa (Curta Kinoforum)

Internautas elegeram o filme que será distribuído internacionalmente pela Netflix. O prêmio foi entregue durante o Festival do Rio 2013


Em reconhecimento ao talento brasileiro, a Netflix Inc. anunciou hoje que o filme “Apenas o Fim”, do diretor Matheus Souza, foi eleito por internautas como o vencedor do primeiro Prêmio Netflix e entrará no catálogo internacional da líder mundial em TV online. O Prêmio foi entregue durante o Festival do Rio 2013.

Em parceria com o Curta Kinoforum e o Festival do Rio, por meio do braço comercial do festival, o RioMarket, o Prêmio Netflix selecionou uma lista de filmes representantes da rica diversidade do cinema brasileiro contemporâneo. A lista de dez filmes selecionados contou tanto com diretores já estabelecidos quanto com talentos promissores. Foram indicados sete longas-metragens e três documentários.


“É ótimo participar de um momento histórico na indústria do entretenimento. Passar da tela gigante do cinema para a casa de mais de 37 milhões de assinantes da Netflix, com suas várias telas e aparelhos, é algo inacreditável. Essa é uma grande oportunidade para filmes independentes, como o meu, chegarem a pessoas de todo o mundo”, disse o diretor Matheus Souza.

“Apenas o Fim” conta a história de uma garota que pensa em fugir de casa, largar tudo, porém, acaba encontrando seu namorado na faculdade. Quando ele descobre que ela quer ir embora, fica desesperado e tenta convencê-la do contrário, mas sem alternativas, aceita sua proposta de passarem a próxima hora juntos, antes de sua partida. Começam então a relembrar momentos marcantes do relacionamento, imaginam o futuro, questionando como serão suas vidas. Em meio a muitos diálogos, os dois expressam medos e angústias.

 “Escolhemos o Brasil como o primeiro país da competição e, assim como nossos parceiros, ficamos impressionados com o impacto do Prêmio Netflix. “Apenas o Fim” encaixa-se perfeitamente no nosso catálogo internacional. Estamos felizes por oferecer visibilidade internacional ao talento brasileiro”, disse Ted Sarandos, executivo-chefe de conteúdo da Netflix.

“Foi uma honra fazer essa parceria com o Netflix. Esperamos que esse seja o começo de vários projetos que valorizem o cinema brasileiro. É gratificante saber que um filme que se destacou no Festival do Rio poderá ser assistido por um público internacional numa plataforma que cresce cada vez mais”, disse Walkiria Barbosa, diretora do RioMarket e do Festival do Rio.

“Ficamos muito contentes de fazer parte da primeira apresentação do Prêmio Netflix. O Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo sempre apoiou novos talentos do cinema nacional e ver uma iniciativa como esta, que valoriza as produções brasileiras e abre espaço internacional para uma nova geração de realizadores é muito gratificante”, explicou Zita Carvalhosa, diretora do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo.

O Prêmio Netflix foi lançado no dia 30 de agosto durante o Curta Kinoforum em São Paulo. Os 10 filmes indicados foram revelados em um evento especial no Museu da Imagem e do Som. O público foi convidado a acessar o site da competição, www.premionetflixbr.com, para saber mais sobre os filmes e seus respectivos elencos e votar pelo Facebook ou Twitter.

A votação foi encerrada pontualmente às 23h59 do horário de Brasília no dia 6 de outubro. A contagem final dos votos, verificada pelo RioMarket e pelo Kinoforum, consagrou “Apenas o Fim” como vencedor.  Os filmes nomeados aos prêmios foram “Apenas o Fim”; “Dalua Downhill”; “Elvis e Madona”; “O dia que durou 21 anos”; “Cinema, Aspirinas e Urubus”; “Super Nada”; “Malu de bicicleta”; “Riscado”; “Uma longa viagem”; e “Árido Movie”.

A Netflix foi lançada no Brasil em setembro de 2011 e, desde então, tem oferecido investimento e apoio às produções locais. O serviço enriqueceu ainda mais seu catálogo com diversos títulos locais, disponíveis por meio de acordos com redes de TV, como a Bandeirantes e a TV Cultura, gravadoras, como a “Sony Music”, e programas exclusivos, como as comédias de stand-up de Rafinha Bastos e Marcela Leal, e “A Toca”, produzido pelo Parafernalha.

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